Encontra aqui alguns conselhos sobre os cuidados básicos do seu animal de estimação.
No fundo da página encontra a resposta a algumas perguntas frequentes. Pode enviar-nos a sua dúvida para um dos nossos e-mails.
Tem um novo animal de estimação?
Parabéns por ter um novo membro na família.
A partir de agora há 4 coisas fundamentais para assegurar uma vida feliz e saudável ao seu animal de estimação e à sua família.
1. Alimentação
2. Desparasitação
3. Vacinação
4. Higiene
1. A Alimentação
O cachorro/gatinho cresce muito depressa, em 3 meses apenas ( dos 3 aos 6 meses) atinge quase o tamanho e o peso de adulto.
A alimentação neste período é de extrema importância.
É nesta fase que o esqueleto se desenvolve e é também nesta fase que o animal adquire hábitos que se vão manter toda a vida.
O facto de vir a ter um cão com esqueleto deformado, com problemas articulares graves, um gato com tendência à obesidade ou à diabetes pode ser determinado por erros alimentares cometidos nesta fase!
A alimentação pode ser comprada ou preparada em casa especificamente para ele. Restos de cozinha não devem constituir ou fazer parte da alimentação de um cão/gato.
Alimentar bem o seu animal de estimação não é alimentá-lo como se de uma pessoa se tratasse!
Preparar uma alimentação equilibrada é uma tarefa trabalhosa e, muitas vezes, mais dispendiosa do que comprar alimentos preparados.
Existem 2 tipos de alimentos preparados :
- Secos (em sacos ou caixas)
- Húmidos (em latas)
Se tratarmos da mesma marca e gama o valor nutricional destes 2 tipos de alimentos é semelhante, no entanto o alimento seco apresenta vantagens:
- É mais barato (a água do alimento húmido é a água mais cara do mundo!)
- Não se deteriora, mesmo no Verão
- Ajuda à manutenção de uma boa higiene dentária
No entanto o alimento húmido é mais apetente.
Existem rações formuladas especificamente para cada fase da vida de um gato/cão (em crescimento, adulto, gestante, idoso) e para diversos problemas de saúde ( obesidade, diabetes, prob.articulares, alergias etc.)
Um animal bébé precisa de comer entre 3 a 5 refeições por dia, podendo também ser alimentado com ração sempre à disposição (atenção raças grandes e gigantes!).
O animal adulto deve comer 2 vezes ao dia, embora uma única refeição possa ser suficiente.
2. A Desparasitação
Para além de proteger e permitir um melhor crescimento do seu animal, a desparasitação protege também a sua família, principalmente as crianças.
O cachorro ou o gatinho pode infestar-se de parasitas logo nas primeiras horas de vida, através do leite materno.
Até aos 4 meses devem ser sujeito a desparasitação de 3 em 3 semanas.
A desparasitação dos adultos deve ser feita de acordo com o habitat, o contacto com crianças, etc..
No geral devem ser desparasitados 3 / 4vezes por ano; sempre com um desparasitante específico para animais adultos.
Os desparasitantes humanos ou de cachorros não eliminam todos os parasitas dos cães adultos!
Atrás referimo-nos aos parasitas internos. Também é importante prevenir e eliminar os parasitas externos (pulgas, carraças..).
Existem vários produtos para esse fim : coleiras, sprays, spot on, shampoos, comprimidos, injectáveis
Uns com acção mais duradoura que outros, alguns mais fáceis de aplicar, outros mais baratos.
Para escolher correctamente é importante conhecer o habitat do animal, o tipo de vida, a raça, a idade, as eventuais alergias.
3. A Vacinação
A 1ª vacina de um cachorro deve ocorrer ás 6 semanas, altura em que os anticorpos herdados da mãe perdem a sua acção.
O gatinho será vacinado a 1ª vez cerca das 8 semanas (2 meses), contra 3 doenças.
A vacinação básica de qualquer cachorro ficará completa por volta das 13 semanas (3 meses) e, nessa altura, o cachorro fica vacinado contra a esgana, parvovirose canina (gastroenterite hemorrágica), hepatite infecciosal canina, leptospirose e tosse do canil.
Mais tarde é aplicada a vacina anti-rábica.
Ao gatinho deve ser aplicado o reforço vacinal um mês após a promo-vacinação.
Nos cães pode ser ainda aconselhável efectuar, nalguns casos, a vacina contra a babesiose (febre da carraça).
A alguns gatos é necessário/aconselhavel vacinar, ainda, contra outras bdoenças (Raiva, Leucose Felina)
Para assegurar protecção contínua, todos os anos tem de se efectuar um reforço vacinal
4. A Higiene
O 1º banho só deve acontecer algum tempo (cerca de 2 semanas) após o último reforço vacinal (depois dos 3 meses).
A pele do cão é mais sensível que a pele humana. O cão não deve tomar banho frequentemente!
Não existe uma regra absoluta mas, de um modo geral , desaconselhamos mais de um banho / mês. Em muitos casos é suficiente um banho por ano!
È muito importante utilizar um shampoo adequado à espécie canina e ao tipo de pêlo e de pele do seu cão.
Os gatos, de um modo geral, não necessitam nem gostam de tomar banho.
Eles próprios tratam da sua higiene diariamente!
Como com esta acção engolem muitos pêlos é aconselhável fornecer um produto que impeça a formação de "bolas" de pêlo que podem obstruir o tracto digestivo.
È importante escovar o cão/gato para eliminar pêlos mortos, o que pode ser feito com um shampoo seco, evitando o banho tradicional.
PREVENIR AS DOENÇAS
A vacinação, as desparasitações regulares e uma alimentação correcta ajudam o nosso animal de estimação a viver feliz e saudável, ao mesmo tempo que protegemos a nossa família.
Mas, infelizmente, existem algumas doenças que não têm uma forma de prevenção tão fácil e eficaz.
Pela sua gravidade referimos a LEISHMANIOSE e a DIROFILARIOSE.
LEISHMANIOSE
A Leishmaniose é uma doença classificada como ZOONOSE, uma vez que é transmissível ao homem. O agente desta doença é um organismo microscópico, um protozoário do género Leishmania.
Este protozoário precisa, para se reproduzir e atingir a forma adulta, de um hospedeiro intermediário, que é obrigatoriamente um mosquito do género Phlebotomus.
Os Flébotomos são "mosquitos" pequenos (2 a 3 mm), que infectam o cão ao picarem para se alimentarem, normalmente ao amanhecer e ao anoitecer.
Existe a curiosidade de só a fêmea do mosquito se alimentar de sangue. O macho alimenta-se de frutos, sendo portanto inofensivo.
Após a picada a Leishmania é introduzida no corpo do animal onde se replica. Nalguns casos o sistema imunitário do animal reage tão bem que não ocorre doença clínica.
Os primeiros sinais de doença, que podem aparecer meses ou anos após a picada do mosquito, são lesões cutâneas, perdas de peso progressiva, falta de apetite, gânglios aumentados, sinais oculares, unhas muito grandes e perdas de sangue pelo nariz.
Os sinais clínicos fazem-nos suspeitar da doença, cujo diagnóstico pode ser confirmada com uma simples análise de sangue.
A melhor forma de prevenir esta doença, enquanto não surge uma vacina, é tentar impedir o seu cão de ser picado. Como?
- Destruindo o habitat do insecto (águas estagnadas)
- Combater directamente o "mosquito"
- Não expor o cão nas horas de maior actividade do mosquito (amanhecer e anoitecer)
- Usar produtos repelentes do mosquito, que impedem que o cão seja picado (coleiras, pour-on)
- Fazer despiste da doença
DIROFILARIOSE
A Dirofilariose também é transmitida pela picada de um insecto (embora seja de género diferente do anterior), que inocula no animal pequenas filárias que se desenvolvem até atingirem vários centímetros de comprimento, migrando até ao coração, onde se alojam.
Felizmente é mais fácil prevenir esta doença :O seu cão pode ficar protegido desta doença tomando todos os meses um medicamento que elimina as microfilárias, antes de elas poderem causar doença.
O gato também pode ser afectado por esta doença, embora não seja uma situação frequente.
Peça-nos mais informação.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
(envie-nos a sua questão para fundao@medicalvet.pt ou covilha@medicalvet.pt, responderemos com todo o gosto)
Quando deve ser aplicada a 1ª vacina?
A 1ª vacina nos cachorros deve ser aplicada a partir das 6 semanas (1,5 meses) e nos gatinhos a partir das 8 semanas (2 meses).
Antes da 1ª vacina o animal deve ter sido desparasitado e estar em boas condições de saúde.
Porque precisam de levar tantas vacinas no início?
O seu sistema imunitário não pode combater tão bem as doenças como os animais mais velhos;
Enquanto eles recebem alguma protecção inicial contra as doenças através dos anticorpos no leite materno, estes mesmos anticorpos podem interferir com o desenvolvimento da imunidade conferida pelas vacinas;
É por isso muito importante assegurar que os jovens recebem as vacinas certas, na sequência certa, de maneira a dar o máximo de protecção possível;
Como posso saber se o meu animal tem parasitas?
Os sinais de parasitismo intestinal incluem vómitos, diarreia, abdómen distendido, letargia e comichão na zona anal; Outras vezes não há nenhum sinal evidente; Os exames microscópicos de amostras de fezes ajudam a detectar estas infecções;
Sinais de pulgas podem ser encontrados nas orelhas, pescoço, cauda e barriga (procurar fezes de pulgas ou pulgas vivas);
Quando devo desparasitar o meu animal?
A 1ª desparasitação pode e deve ser efectuada com poucos dias de vida, mas é também muito importante que a mãe seja desparasitada antes de parir.
Depois de completada a desparasitação de cachorro/gatinho o animal deve ser desparasitado com intervalos de 3 a 6 meses, dependendo do estilo de vida do animal e do risco de quem vive com ele.
Todos os desparasitantes são iguais?
Não. O espectro de acção dos desparasitantes é diferente. Por exemplo, um desparasitante para animais jovens ou um desparasitante humano não é indicado para desparasitar animais adultos, uma vez que não elimina todos as espécies de parasitas.
Quando devo esterilizar o meu cão/gato?
A maior parte dos cães e gatos são férteis a partir dos 6 -12 meses, portanto a esterilização deve ser feita nesta idade. Sabe-se que quando efectuada antes do 1º cio diminui muito as probabilidades de aparecerem tumores mamários no futuro.
Quais os benifícios de esterilizar o meu animal?
- Aumento esperança média de vida: as pesquisas mostram que os animais esterilizados vivem mais e têm menos probabilidades de sofrerem de doenças cancerígenas, infecções e outros problemas de saúde;
- Redução dos problemas comportamentais:
elimina maus hábitos de marcação territorial, reduz agressividade, diminui vagabundagem
- Menos animais indesejados: reduz o nº de nascimentos indesejados e consequentemente o abandono de animais;
Existe uma vacina contra a Leishmaniose?
Não, mas existem vários produtos que ajudam bastante na prevenção desta doença, repelindo os mosquitos que a transmitem. Consulte-nos, para conhecer o nosso "Programa 2008 de prevenção das doenças transmitidas por mosquitos".
Existem outras doenças transmitidas por mosquitos?
Sim. Para além da Leishmaniose temos de ter em atenção a Dirofilariose (também conhecida como doença do verme do coração). Ao prevenirmos a picada de mosquito estamos a evitar estas duas doenças, mas para a Dirofilariose existem métodos/produtos que nos asseguram uma protecção total.